Perto da cruz, mas longe de Cristo

Extraído do livro: Com razón lo llaman El Salvador (pág.109 a 111).
Autor: Max Lucado
Transcrito por: Uagner Nantes

Havia alguns jogadores de dados que estavam aos pés da cruz. Imagine esta cena. Os soldados estão sentados em um círculo, os olhos, atentos a baixo. O criminoso, sobre eles é esquecido. Jogam por algumas vestes usadas, a túnica, e o manto, as sandálias, tudo isso para apropriar-se. Cada soldado lança sua sorte na dura terra, esperando aumentar seu guarda-roupa, a custas de um carpinteiro morto.
Pergunto-me, quem poderia ter visto essa cena com Jesus? Que pensava ele enquanto olhava para baixo, para seus ensangüentados pés em um círculo de jogadores? Que emoções sentia? Deve ter se surpreendido. Aqui estão os soldados comuns, contemplando o evento mais extraordinário do mundo e eles não sabem.

Até aonde se dão conta, esta extraordinária manhã de sexta, e Ele é nada menos que um criminoso. “Vai apressa-te é a minha vez”.
“Muito bem, muito bem. Esta vez vai pelas sandálias”
Lançando sortes pelas posses de Cristo. As cabeças inclinadas. Os olhos para baixo. A cruz esquecida.
O simbolismo é impactante. Podem ver?
Isso me faz pensar em nós. Os religiosos. Aqueles que reivindicamos a herança da cruz. Estou pensando em todos nós. Todos os crentes na terra. Os que não se importam. Os perdidos. Os estritos. Os simples. A igreja maior do mundo. A igreja menor. Os “cheios do Espírito”.Milenaristas. Evangélicos. Políticos. Místicos. Literais. Cínicos. Mantos. Colares. Ternos elegantes. Nascidos de novo. Usuários amenos.
Estou pensando em nós.
Estou pensando que não somos tão diferentes daqueles soldados (Sinto em dizer-lhes). Nós também jogamos dados aos pés da cruz. Competimos por membros, jogamos por status. Repartimos juízos e condenações. Competições, egoísmos, ganância pessoal. Tudo esta aí. Não nos agrada o que outros fazem, assim que tomamos as sandálias que ganhamos e nos distanciamos em um piscar de olhos.
Tão perto do madeiro, mas, tão longe do sangue.
Estamos muito perto do maior acontecimento do mundo, mas atuamos como jogadores comuns, de jogos de azar. Nos amontoamos com guerras por milhões do que não tem a menor importância,
Quantas horas de púlpito estão sendo desperdiçadas com pregações do que é trivial? Quantas igrejas caem na agonia do insignificante e do minúsculo? Quantos lideres não tem conseguido controlar suas raivas e tem tirado suas espadas de amargura e se lançam em batalhas contra os irmãos por assuntos que não valem a pena discutir?
Tão perto da cruz, mas tão longe de Cristo
Nos especializamos em competições de “eu sou o bom”. Escrevemos livros sobre o que os outros fazem de mal. Somos especialistas em encontrar piadas e chegamos a ser expert em descobrir as fraquezas de outros. Repartimos em pequenas panelinhas e logo, Deus proíbe, e repartimos outra vez.
Outro nome, outra doutrina, outro erro. Outra denominação, outro jogo de póker. Nosso Senhor deve estar surpreendido.
Aqueles soldados egoístas, sorrimos sarcasticamente. Estavam tão perto da cruz, mas porem tão longe de Cristo. E nós, somos diferentes? Nossas divisões são tão numerosas que não podemos ser catalogados. Há tantos ramos que esses próprios têm seus ramos.
E agora… realmente .
São nossas diferenças esse divisor? São nossas opiniões essa obstrução? São nossas paredes esses obstáculos? é tão impossível encontrar uma causa comum?
Que sejam um, orou Jesus. Um. Não um em grupos de dois mil. Se não um em uma. Uma igreja. Uma fé. Um Senhor. Não batistas, nem metodistas,não adventistas, somente cristãos. Não denominações. Não hierarquias. Não tradições. Somente Cristo.
Demasiado idealista? Impossível de alcançá-lo? Não creio. Coisas mais difíceis foram feitas, como você sabe. Por exemplo, uma vez sobre o madeiro, um criador deu sua vida por sua criação. Talvez tudo o que necessitamos são poucos corações que queiram seguir a súplica.
Qual seu caso? Pode você construir uma ponte? Ter uma corda? Cruzas um abismo? Ora pela unidade ?Pode você ser o soldado que se bate em seus irmãos, salta sobre seus pés, e nos lembra ao resto de nós: “Hey ! Esse é Deus na cruz!” A semelhança entre o jogo dos soldados e o nosso, é algo que assusta. Que pensou Jesus? Que pensa agora? Ainda há um jogador continuando com seu jogo… e estão aos pés da cruz.

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