Participantes ou Expectadores?

Êxodo 17 : 2 a 7

Moisés cumpre parte de sua missão, e tira o povo de Israel do Egito. O mais interessante, é ver como satanás tentou afundar o ministério de Moisés desde seu nascimento influenciando a Faraó a provocar um genocídio. Logo depois de crescido e treinado para ser ele mesmo um candidato a Faraó, arma uma situação onde a única solução para Moisés foi fugir para o deserto, onde ficou por 40 anos.

Satanás tinha por certo que havia destruído o ministério de Moisés porém o que ele fez foi contribuir para o treinamento de Moisés em um deserto que ele teria que suportar com o povo de Israel. O deserto é um lugar de treinamento, onde somos preparados para levar pessoas a realizarem os sonhos de Deus; e também é o lugar onde Deus nos isola das distrações para que O conheçamos.

Depois de tantos anos debaixo de uma opressão insuportável, onde a morte era o único sinal de liberdade para os pobres escravos, todo sofrimento enfim termina. Entretanto as coisas não saíram conforme o planejado. As frases da época na escravidão como “Ah.. quando toda essa escravidão acabar finalmente seremos felizes…” não tinham muito efeito em um deserto escaldante e muito menos depois de tanto tempo. A nova geração estava se esquecendo que sua perambulação era o resultado do pecado dos seus pais, e começaram a por a culpa em Moisés.

Por causa da falta de água, o povo contendeu contra Moisés – foi sua sétima murmuração contra este servo de Deus, novamente em Cades. A terra de Canaã, com fartura de tudo, estava próxima, mas eles ainda não haviam chegado.

A rocha era uma figura de Cristo (1 Coríntios 10:4). Muitos anos antes a rocha havia sido ferida por Moisés para obter água; para manter o simbolismo, a rocha não deveria ser ferida novamente, pois Cristo iria ser ferido, ou crucificado, uma única vez pelos nossos pecados (Hebreus 10:12). A ação de Moisés, declarando “porventura faremos sair água desta rocha”, e ferindo a rocha duas vezes com a vara resultou de, incredulidade: da outra vez obteve água ao bater na rocha; ele não cria que apenas falar à rocha daria resultado, e a sua incredulidade apareceu na palavra porventura. E arrogância: não santificou (obedeceu) o SENHOR diante dos filhos de Israel, mas, dizendo faremos ele se arrogou autoridade que pertencia somente ao SENHOR, e feriu a rocha.

Moisés não somente “prejudicou” o simbolismo da rocha com a sua desobediência, mas exaltou-se a si próprio.

Assim mesmo, o SENHOR fez o milagre, e jorrou uma fonte de águas da rocha, como no simbolismo que Jesus dá a mulher Samaritana em João 4:13 “quem beber dessa água não tornará a ter sede”. Isso me leva a crer que quando temos um relacionamento com Ele, a única coisa que poderá nos satisfazer é sua presença.

Moisés foi castigado por sua incredulidade com a proibição de entrar na terra prometida (o mesmo castigo que o povo sofreu).

Meribá é um jogo de palavras, no hebraico, com o verbo “contender”, e este nome havia sido dado ao lugar quando a rocha fora ferida da primeira vez (Êxodo 17:7). Geralmente em situações de pressão temos dois caminhos a seguir: ser expectadores onde assistimos o resultado final, ou participantes, assim como em uma partida de futebol, onde temos a torcida que grita, reclama, opina ou comemora, e os participantes que geram todo espetáculo para torcida.

O maior problema é que no reino de Deus, queremos desfrutar dos resultados de uma luta sendo expectadores. Temos grande medo somente em pensar que poderíamos fazer parte de um plano frustrado. Porém se estivermos firmes na convicção de que o que Deus preparou para nós esta reservado para o fim do processo, nossa esperança se fortalecera a medida que as dificuldades aparecerem.

Temos em Cristo não somente a rocha que firma nossos passos, mas a água que sacia a nossa sede, e suas palavras que saciam a nossa fome. De que mais precisamos?

Existem promessas escritas nas palmas das mãos de Deus que se manifestaram a medida que vencermos os desafios, e só conseguiremos isso confiando cegamente em Deus. Se te chamarem de fanático não se ofenda, porque, servir a Cristo exige uma decisão de paixão. Ou estamos com ele ou não. Assim que se você mergulhar de cabeça em sua fé, não tenha medo pois se não se vive assim simplesmente não se vive. Afinal, Jesus mergulhou de cabeça em tudo o que ele fez, por mais que ele soubesse que doeria. Se não fosse assim ele não haveria morrido por nós.

Na vida ou somos expectadores ou participantes, e o prazer de ser expectador jamais se igualara ao prazer de ser um participante. Jesus não nos chamou para assistir um culto, mas participar dele. Ele não nos chamou para sermos expectadores de uma promessa, mas parte dessa promessa. Ele não nos chamou para ouvirmos falar de como e bom andar com Ele, Ele nos chamou para caminharmos juntos, independente do nosso pecado, ou das nossas debilidades. Ele nos ama.

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