Não se contente com pouco

II Reis 13: 17-18
Eliseu estava morrendo, e recebe a visita do rei Jeoás, que estava a em apuros. O profeta tinha credibilidade com o rei principalmente por causa de seu histórico. Embora a história registre que Jeoás desagradava a Deus, ele não podia deixar de lamentar a perda do poder espiritual e moral que a nação sofreria com a morte do grande profeta, muito mais porque ele já estava acostumado a buscar conselhos de Elizeu. Vemos pela forma como disse a sua atitude naquele momento de reconhecer, que todas as vitórias que até então seu povo havia recebido sobre seu inimigos não eram por causa do seu incrível reinado (ruim) e sim pela aliança que Deus tinha com seu povo e com Elizeu. Por uma ultima vez o rei busca o conselho antes de Elizeu partir para o Senhor. E o que o rei encontra, ao invés de um Elizeu abatido esperando a morte, é um Elizeu com a mesma disposição do inicio de seu ministério. O profeta sem poder se mover muito apóia suas mãos nas mãos do rei, como alguém queria dizer: “Pela aliança que Deus fez comigo e com meu povo, Deus põe mãos Dele sobre suas, por causa dessa aliança para te dar vitória”.
Então Elizeu manda o rei abrir a janela e apontar o seu arco para o oriente e na bíblia a palavra Oriente aponta para Jesus. Mateus 24:27 “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”. A bíblia deixa claro quando fala Oriente não esta falando apenas de uma direção física mais de uma direção espiritual. Elizeu diz ao rei que a ferramenta de vitória daquele povo não era seu armamento, mas o ato de colocar seus olhos no lugar certo. Quando mudamos nosso foco, mudamos nossa vida. Elizeu deixa ao rei antes de sua morte a mensagem que a única forma de sermos vitoriosos é termos uma aliança com Deus.
Quando Elizeu grita “flecha da vitória”, era uma declaração de guerra, muitas vezes feita se atirando uma flecha dentro do território do inimigo. Esta flecha porem foi atirada para o “Oriente” em direção a Síria, a cidade de Afeque, ao oriente do Mar da Galiléia, a fortaleza principal dos exércitos da Síria para a invasão de Israel. Assim o profeta deixa claro que a vitória do povo de Deus sobre os inimigos, viria no mesmo instante que o povo olhasse para o lugar certo “Jesus”, apontando a ferramenta de guerra em direção ao inimigo. II Coríntios 10: 4 “porque as armas da nossa milica não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruir fortalezas”. Alem de Elizeu manter a mesma atitude do inicio de seu ministério no final, e de mostrar ao rei onde estavam postos seus olhos: no (NO ORIENTE).
Outra grande lição que o grande profeta nos deixa é sempre que Deus nos garantir a vitória JAMAIS devemos subestimar os métodos de Deus. No dicionário de língua portuguesa a palavra subestimar significa : Estimar em menos; não dar o devido apreço ou valor a; O maior problema do rei foi não dar o devido valor a palavra de Deus que estava sendo liberada pelo profeta naquele momento onde parecia que o rei estava preocupado com a opinião de Deus, mas na verdade o que ele queria era apenas se aproveitar do profeta pela ultima vez.
Era a ultima o oportunidade daquele rei de mostrar seu interesse pelas coisas de Deus. O que deixa o profeta indignado é a forma como o rei mostra o seu desinteresse pelas coisas celestiais. A paixão de um homem por Deus, pode levá-lo a lugares onde nunca sonhou estar. Se ao invés de constantemente mostrarmos comportamentos moderados diante da presença de Deus, mostrarmos nossa paixão de uma forma extravagante, talvez em muito menos tempo possamos ver as mãos de Deus se movendo ao nosso favor. Um comportamento moderado é bom na nossa vida diária, mas no relacionamento com Deus leva a um esfriamento e um distanciamento de Deus que é achar em nós mais do que adoração, é achar em nós ADORADORES. Assim como em um casamento as palavras são inúteis se não vierem acompanhadas de ações, no relacionamento com Deus funciona da mesma forma. Em João 12:3 “Então Maria tomando um arrátel, de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhes os pés com seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro de ungüento”. Vemos que o que impressiona Jesus não é o valor do óleo que diante dos olhos dos outros “estava sendo desperdiçado”, mas a capacidade daquela mulher de entender que para um adorador, o que importa não é o que alguém pode dizer de sua atitude, mas ele poderá responder ao grande amor de Deus. O que para uma pessoa é desperdício para um adorador não tem preço. “As pessoas extraordinárias fazem todos os dias o que as pessoas comuns fazem ocasionalmente”.
O que deixa o profeta Elizeu indignado não é a quantidade de flechas lançadas, mas a atitude de achar que para cumprir a vontade de Deus, qualquer esforço maior era um desperdício. Deus sempre pede persistência a quem Ele promete alguma coisa. Deus já tinha dado o inimigo em suas mãos, mas ele não se apoderou deles. O que nós precisamos entender é que não há nenhum esforço exagerado quando nosso alvo é agradar a Deus. Toda vitória tem um preço e o que quiser alcançar qualquer vitória tem que estar disposto a pagar. A vitória não tem seu valor medido pelo resultado que causou e sim pelo preço que foi necessário para a sua conquista. Não meça esforços para arrebatar o coração de seu Deus, não se contente com pouco, conquiste e corra a carreira que esta proposta, e acima de tudo “SEJA UM VENCEDOR”.

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