Pegue o próximo retorno

Lucas 15: 11 a 32
Vemos no Novo Testamento que Jesus muitas vezes se dirigia às pessoas por intermédio de parábolas. As parábolas são histórias que tem o propósito de nos ensinar grandes verdades espirituais.
Nesse capitulo em especifico Jesus rapidamente dá 3 parábolas que estão ensinando sobre os mesmos princípios. Jesus fala de 3 coisas que se perderam e que valiam muito na época, e continuam valendo muito .
A 1ª é a ovelha que representa um meio de trabalho pois os criadouros de ovelhas vivem das vendas de suas lãs, na 2ª parábola vemos a perda de uma dracma, que era um tipo de moeda que tinha um grande valor, e a 3ª parábola vemos a perda de um filho. Essas três historias que Jesus conta, estão diretamente relacionadas por causa da lição que Jesus queria dar aos religiosos, que insistiam em julgar Jesus por causa da maneira de como Jesus tratava aqueles que aos olhos religiosos eram considerados “pecadores sem direito a perdão”.
Nessa parábola que com certeza há milênios é uma das mais conhecidas em todo planeta, Jesus destaca algumas lições.
As características principais da historia, podem ser enxergadas por qualquer pessoa. Um homem muito rico, dotado de um grande coração, cheio de amor, sempre generoso com os filhos vê repentinamente as estruturas da sua família serem rompidas por causa de um desejo de um de seus filhos.
O que você faz quando por causa da decisão de alguém, ou de algum acontecimento inesperado, você vê sua vida ser totalmente mudada?
Pela parábola que Jesus conta, dá pra se imaginar que dentro dessa casa, a vida em família era tranqüila. Até que seu filho “inesperadamente” se mostra descontente com a vida que leva. Parece que a passividade da vida da família chega ao ponto de irritar o sonhador rapaz.
Então o filho caçula pede ao seu pai que lhe dê a herança em vida. Com toda certeza, se a lei da época era um pouco parecida com a de hoje, não somente os filhos tinham direito de pedir a herança em vida, como os pais também tinham o direito de não dar. Porem não foi o que aconteceu. O pai mesmo sabendo que talvez seu filho retornaria em uma situação totalmente distinta, isso é, se por acaso ele retornasse com vida, dá em vida ao seu filho o que lhe seria de direito quando ele (pai) morresse.
Logo o filho pródigo (que não tem nome) se dá conta que alguém que tenha muito dinheiro, mas que gaste isso desordenadamente, acaba na rua da amargura.
Assim como nós, muitas vezes pedimos as bênçãos de Deus, e Deus como o pai que sabe de tudo, e sabe que ainda é cedo, vê a nossa insistência, e nos dá, porem como a benção ainda era precoce para nós, logo gastamos tudo e não temos para onde recorrer.
E é aí que aprendemos a primeira lição: “Uma benção dada antes da hora, pode se tornar uma maldição”. Assim como um bolo cru quando comido pode dar dor de barriga, a benção fora de hora pode nos trazer problemas.
Então o filho pródigo se vê em uma situação deplorável, onde havia perdido tudo; amigos, dinheiro, a honra e integridade, e tudo mais que ele havia tido. Enxerga que o filho querido e bem tratado, entra em um estado onde inveja a comida de animais por não ter o que comer.
Veja a diferença, o pai achava que está tudo bem até o filho tomar a decisão de sair de casa, então o pai vê seu mundo desabar, o filho ao contrário do pai, passa ao longo de um tempo desfrutando de uma bela vida, até a que a fonte seca.
Existem pessoas que vão ser pegas de surpresa pelo sofrimento, e outras que plantarão seu próprio sofrimento. O fato é que sempre Deus dará uma outra chance. O filho cai em si, e volta ao seu pai que o espera de braços abertos. Então entra um outro personagem na historia: “O filho mais velho”, que apesar de não ter fugido de casa, e de sempre ter procurado ser um bom filho, também estava longe do seu pai. E isso se mostra no versículo 29, onde o primogênito da casa, se vê injustiçado, por nunca ter tido uma festa apesar de sua boa conduta.
Creio que Jesus não apenas chama atenção dos filhos que fogem da presença de Deus, como daqueles que acham que estão nela simplesmente por suas boas obras, porem por não gastarem tempo com seu Pai, não o conhecem, e estão tão longe de casa como aquele que fugiu. O fato é, que nessa parábola os três personagens aprenderam algo. O primeiro que era o caçula aprendeu que jamais podemos ter o que nos é de direito antes da hora (ou seja a maturidade), e que amigos não sãos os que apenas nos acompanham nas horas boas, e sim nos piores momentos da nossa vida. O segundo personagem que era o pai, aprende que por mais que façamos sempre os filhos terão suas escolhas, e que sempre que os filhos fracassarem, algum dia sempre retornarão aos seus braços, e eles os receberão sempre de braços abertos, mesmo que tenham perdido noites inteiras de sono pela preocupação com os filhos fugitivos.
O terceiro (o primogênito) aprende que mesmo servindo ao seu pai, ele não o conhecia, pois mesmo tendo direitos até maiores que o caçula, por ser primogênito, ele jamais desfrutou de nenhum bem, por estar sempre preocupado em agradar ao seu pai com seu trabalho.
Porem a maior lição que podemos ver nesse texto é que não importa se somos surpreendidos, ou se plantamos as más coisas com más decisões, Deus nosso pai sempre está nos esperando, e mesmo se repetimos o mesmo pecado várias vezes, jamais devemos parar de lutar contra esse pecado, até que vençamos um dia. Por isso não perca tempo, pegue o próximo retorno, pois sempre haverá um retorno aos braços de seu pai te esperando, e mesmo se você não fugiu mas, tem trabalhado demais para agradar seu pai, e não tem desfrutado Dele, pare um pouco e desfrute daquilo que Ele já te deu pela herança conquistada na cruz. Ele te espera no próximo retorno.

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