Rompendo limites da fé

Lucas 8: 49 a 56
Vemos nesse capitulo onde uma historia se dividiu em dois. Jesus passa entre a multidão que festeja sua visita, mas um homem, que era importante interrompe essa festa clamando pela ajuda de Jesus. Uma criança estava morrendo e assim como em tantas situações que passamos, seu pai se vê impotente. A morte, é um fato inquestionável. Por pior que seja a vida, quando chega o momento inevitável da morte, todos se agarram à vida. E isso por que o ser humano não foi criado para morrer. A morte é uma intrusa na experiência humana.
Pense o quão difícil para um pai ou uma mãe ver seu filho ou filha a beira da morte e não poder fazer nada. Não há adjetivos para pais que perdem seus filhos, porque pelo curso natural da vida, o aceitável é que os filhos enterrem seus pais e não o contrario.
Vemos então um pai totalmente impotente, e quantas vezes, não passamos por situações iguais ou parecidas a desse texto. Situações que nos deixam impotentes, e totalmente sem reação. Porem esse texto não narra somente a historia do chefe da sinagoga, mas também de uma anônima que sofria a 12 anos com uma hemorragia.
O que essas duas histórias têm em comum, para merecer dividir o mesmo espaço no livro mais precioso que fala acerca do coração de Deus?
Primeira semelhança que vemos nessas duas histórias, é que eram duas pessoas que viviam situações de total impotência.
Talvez antes de passarem por todos os problemas que estavam passando jamais eles buscariam ajuda de uma pessoa que se envolvia tanto com todo o tipo de pessoa, desde médicos, pescadores, cobradores de impostos, e até pecadores assumidos. Porem a situação que Jairo e essa mulher se encontravam, não era uma situação que dava liberdade de escolha, a única coisa que lhes restava era apegar-se o mais rápido possível as opções de ajuda. E Jesus, igual aos dias de hoje, acabou sendo a ultima opção de socorro, sendo que Ele poderia ter sido a primeira.
Jairo era chefe da sinagoga mais mostra que nesse momento sua posição social, seus títulos e sua fama não resolveriam o problema de sua filha, A mulher que de tanto que sofreu não tinha nem forças para falar com Jesus, apenas toca por trás de Jesus a orla de suas vestes. São 12 anos não só de doença, mas também 12 anos de limitação no relacionamento com as pessoas a sua volta, de participação na sinagoga. Por isso provavelmente seu marido a abandonara (isto era permitido por lei). A Segunda coisa que esses dois personagens têm em comum, é que ambos enfrentavam situações limite. Situações das quais não estavam mais dando conta.
Jairo implora, pois vive uma situação não só de limite, mas também de urgência.
É agora ou nunca! Como pai, corre risco. Arrisca sua reputação, afinal Jesus tinha uma boa fama pelos seus milagres porem também mantinha uma má fama por parte de fariseus e estudiosos das leis, que não entendiam o porquê se relacionava com gente tão estranha e tão pecadora. Jairo ousa fazer o que noutra situação, ele, como judeu, chefe da sinagoga, talvez nunca fizesse.
As provas nos ajudam a esquecer das aparências, da nossa posição, do que os outros pensam. E é nessa hora que deixamos de ser invisíveis aos olhos de Deus. Situações limite nos ajudam a assumir nossa própria verdade diante de nós mesmos. Estão todos penalizados com o problema de Jairo. O caso da menina era realmente muito grave. Ela estava à beira da morte. Mas mesmo assim, com tudo isto, esta mulher se atreve a chegar perto de Jesus. Afinal ela também precisa dele! Para dar este passo ela não precisou apenas confiar no poder de cura de Jesus, mas também na sua misericórdia, bondade e perdão. Foi então que Jesus não apenas cura aquela mulher como a devolve para a sociedade, restaurando sua dignidade diante das pessoas.
Então nessa hora onde a atmosfera de milagre era intensa, Jairo recebe a noticia que o que Jesus pudesse fazer até aquele momento já não resolveria mais, pois clinicamente a menina é considerada morta.
São nos momentos onde más noticias tentam acabar com a nossa fé, que Deus esta disposto a manifestar o poder da ressurreição.
Jesus não corresponde à expectativa dos que o cercam, olha para aquele pai, vê toda a sua agonia e diz: – Não tenha medo, tão somente mantenha a mesma fé e a expectativa pela qual você me procurou (vs. 50).
Jesus vai até a casa de Jairo, Jesus encontra um cenário dramático, não apenas conhecidos choravam como choradeiras profissionais trabalhavam arduamente no velório da filha do chefe da sinagoga. Porem o que nem os amigos, nem parentes nem as profissionais do choro não puderam entender, quando o mestre olha para a menina e da um diagnostico totalmente oposto o dado pelos médicos. (vs. 52) “Ela não esta morta, ela apenas dorme”. Isso foi uma piada? Porque todos os presentes riram de Jesus. Será que as pessoas pensaram que Jesus estava usando o seu bom humor para acalmar e alegra um pouco o ambiente pesado do velório. Porem rapidamente, Jesus pega nas mãos da menina em uma atitude de total controle da situação grita em voz alta: MENINA LEVANTA. A cruz é a única coisa que pode romper com o poder de morte. O pecado tem sua sentença anulada pela cruz, às doenças, têm seu fim com o poder da cruz, o desanimo e as debilidades curvam-se diante da cruz. Por isso Jesus viveu uma vida de cruz, completando essa vida com uma entrega. Por causa dessa vida que Jesus levou seu poder se manifestava, e se manifesta nas piores horas. Por isso rompa com as barreiras da fé, ignore a opinião popular e esteja pronto para viver os milagres.

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