Reflexos de sua glória

Lucas 22: 54 a 62
O momento que viviam os seguidores de Jesus não era um dos melhores. Jesus estava preso e era candidato a ir ao pior de todos os castigos em todos os tempos: a cruz. Na casa do sumo sacerdote, Jesus enfrentava a interrogação pelo Sinédrio. O sumo sacerdote invocou o nome de Deus para exigir uma resposta do acusado à sua pergunta: “Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Mateus 26:63). Se o relato de Mateus deixa alguma dúvida sobre o significado da resposta, Marcos 14:62 esclarece. Jesus disse: “Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu”. Jesus não vacilou. Confessou a verdade.
Enquanto isso a fé dos discípulos mais uma vez estava sendo colocada em prova. E não havia pior momento para se testar a fé do que este. Com certeza já passamos por situações similares, onde estamos vivendo nossos desertos pessoais e quando olhamos pros céus para pedir ajuda de Deus, vemos que o nosso Deus está mais focado em testar-nos do que em nos ajudar.
O mais interessante nessa história é que o discípulo que se mostrava mais apaixonado pela causa de Jesus, e já havia provado isso varias vezes, dentre elas, quando cortou a orelha de um soldado (João 18:10), mostra-se medroso num momento onde deveria ser tão convicto de sua fé como se mostrou ao cortar a orelha do soldado, revelando-se um fraco.
Agora será que podemos condenar a atitude de Pedro? Será que em seu lugar não faríamos o mesmo? Lembre-se que quando Jesus alertou a Pedro sobre o que ele faria, Pedro se mostrou o mais indignado dos homens, e isso porque Pedro se esqueceu do que o mesmo Mestre havia ensinado em toda a sua vida, que jamais podemos nos julgar santos demais, ou sábios demais. A linha que separa a justiça da injustiça é muito fina e corremos o risco de ultrapassar os limites diariamente.
Um homem apaixonado por Jesus, se mostra totalmente fraco no momento em que ele mais precisaria ser forte.
O que me chama atenção nesse texto é o fato de todas as pessoas que encontraram Pedro, enxergarem o que ele queria esconder: “sua semelhança com Cristo”. Ninguém que conviva tanto com uma pessoa pode fugir da reação natural da vida que é o processo de transformação na aparência que nos torna semelhantes  àqueles com quem convivemos. É visível quando um casal convive muito tempo junto, como com o passar do tempo acabam se parecendo em quase tudo.
Pedro poderia fugir de tudo, menos de sua semelhança com Jesus. O mais glorioso dessa historia é saber que enquanto satanás queria levantar evidências de traição vindo de um dos discípulos apaixonados por Jesus, Deus reverte em uma poderosa evidência da graça e do perdão de Deus. Agora a pergunta que eu faço é: o que te caracteriza como discípulo? Ou o que as pessoas enxergam em você que se parece com Jesus? Em Malaquias 3:3 nos fala acerca do processo de depuração da prata, comparando esse processo ao que passamos. Ou seja, toda e qualquer situação que passamos na nossa vida, nada mais é do que o processo de transformação do nosso caráter, até o ponto que nosso caráter se assemelhe com o de Cristo.
Deus respeita nossa individualidade, porém seu desejo como um bom pai, é que seus filhos se pareçam cada dia mais com Ele.
Em João 21: 15 a 19 Jesus não apenas confronta a Pedro, como o faz lembrar que era filho de um joão-ninguém. Jesus não estava desprezando Pedro, ou se vingando porque Pedro o havia negado. Jesus apenas estava esclarecendo a Pedro que o dia em que ele se indignou quando Jesus disse que ele o negaria 3 vezes antes que o galo cantasse, Pedro havia se esquecido de quem ele era.
Você pode esquecer de todos os sermões que você já ouviu, ou de todos os louvores que você já cantou, mas o que você não pode esquecer é de quem você era, e de quem você é em Deus. I Pedro 2:9 “Vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido, para anunciar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz”. Pedro mostra que havia compreendido bem com quem se parecia. Isso não é apenas uma promessa, mas é um aviso. Há um clamor desesperado do coração de Deus: Achegai-vos a mim e eu me achegarei a vós (Tiago 4:8). Deus está se dando a conhecer e algo inevitável acontece, quando o conhecemos nos tornamos mais parecidos com Ele. Porque ainda resistimos seu convite? Deus nos chamou para sermos reflexos de sua glória. As pessoas precisam conhecer a Deus simplesmente ao olhar pra nós. Não resista, mas aceite o fato de que você é o que Deus diz que você é, e não o que as pessoas dizem que você é. Há uma presença e uma unção sobre a sua vida, que não pode ser roubada, e nem escondida. Permita que as evidências da presença de Deus comecem a manifestar-se em sua vida. Ao ouvir a voz de Deus não pense duas vezes, corra em direção à Sua vontade que pode te levar a viver um tempo que você nunca sonhou em viver.

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