Num domingo qualquer – Pr. Uagner Nantes

Foi em um domingo aproximadamente 2009 anos atrás que os céus pararam para ver a maior história de amor, que nem hollywood e nem qualquer novela das oito poderá superar.

Poderia ser um domingo como qualquer outro, se não fosse o silêncio que mais uma vez foi quebrado com o cumprimento da promessa de um Deus em extremo amoroso. Os discípulos ja tinham perdido a esperança e se conformaram com a ideia de que Jesus foi mais um de tantos que passaram anunciando ser o Messias. Porque mais uma vez foi quebrado o silêncio?  Porque foi em uma noite calma e tranquila onde pastores não esperavam nada de surpreendente que o Rei dos reis nasceu em um lugar inesperado, e fora dos padrões. Foi nessa noite que o silêncio foi quebrado pelo choro de um bebê.

Após 33 anos de  vida o prêmio para uma vida de dedicação e amor ao próximo foi dado a Ele: “A CRUZ”. Esse foi o prêmio do mestre. Porém nem tudo estava perdido.

De repente, após 3 dias de silêncios e indagações, o silêncio é quebrado quando alguém bate na porta da casa onde os discípulos estavam se reunindo. E para o espanto de todos, era Jesus. “E não é que Ele tinha razão”. Os olhos não podiam crer no que viam. O verbo que se fez carne e habitou entre nós, não estava mais dentro de um túmulo. O túmulo emprestado a Jesus guarda apenas as lembranças de ter abrigado por três dias o Criador de todas as coisas, que não estava morto, apenas terminava sua missão.

Deus envia seu filho para que pudéssemos ter uma nova chance com Ele.

Hoje, veremos o paralelo de duas histórias que são ao mesmo tempo tão diferentes, porém tão iguais.

Genesis 39:1 e 2 e Lucas 15: 12 e 13
Gostaria de fazer um paralelo entre essas duas histórias. Em uma delas vemos uma história verídica acerca de um jovem, a outra história porém é uma parábola (história ilustrativa) contada pelo mestre Jesus  aos fariseus e escribas.
Além da grande distância de tempo entre uma história e a outra, e da diferença de realidades e decisões, essas histórias possuem algumas coisas em comum.
Em uma delas narrada no livro de Gênesis vemos a história de José, um jovem sonhador, possuidor de um dom magnífico de sonhar e interpretar sonhos, que por causa de seu dom acabou passando por um longo e doloroso processo em sua vida. Na outra história Jesus ilustra aos fariseus e escribas com uma parábola, o quanto Deus estava preocupado com aqueles estavam perdidos.

Ambos eram filhos que se destacaram nas narrativas de suas histórias. Porém o que diferencia José do filho apelidado de pródigo foram as decisões tomadas em sua vida.
José sonhava, porém estes sonhos não eram sonhos comuns, eram sonhos de Deus, anunciando a chegada de um tempo maravilhoso para José. Já o filho pródigo segundo a história contada por Jesus, era um filho cansado de viver a monotonia da vida de caçula.

O nome José significa “Deus acrescenta”, enquanto pródigo significa “pessoa incapaz de administrar”.
E é aqui que podemos então extrair desses dois personagens a primeira lição:
* Se queremos ter uma virada em nossas vidas necessitamos aprender a administrar as coisas que Deus tem nos acrescentado.
Josué 1: 8- Deus está dizendo a Josué que somente quando somos guiados por Deus podemos ter duas coisas muito desejadas. Prosperidade em tudo o que eu faço e Prudência para conduzir essa prosperidade recebida.

José possuía um dom dado por Deus de interpretar sonhos, esse dom foi o fator determinante em um determinado período na sua historia para que José fosse levado à presença de Faraó. Porém quando adolescente José desperdiçava seu dom contando seus sonhos a qualquer pessoa. Aquilo que Deus acrescentou a José foi a chave que José precisou na hora certa para ter acesso ao palácio e aos planos e propósitos de Deus, porém ele demorou a entender o quanto estava desperdiçando seu dom com pessoas que não valiam a pena.

O filho pródigo era possuidor de uma grande fortuna, e graças a sua fortuna vê a possibilidade de mudar de vida com seus próprios métodos, e acaba desperdiçando um direito dado em vida por seu pai, que por lei teria direito de receber apenas depois da morte de seu pai.
Ambos precisavam de uma virada em suas vidas. Um estava cansado de sua vida, o outro foi traído por seus irmãos.
Um estava disposto a abrir mão de sua família, o outro apenas queria ser amado por sua família.

O mais curioso dessas duas histórias, é que nas duas ambos foram traídos por sua inocência.
José confiava demais nos seus irmãos que o enxergavam como filho bastardo, e o filho pródigo confiava demais na sua habilidade de discernir o certo e errado.
José foi traído por seus irmãos, e o filho pródigo foi traído por si próprio.

Mas o poderoso desses dois personagens é que tanto José como o filho pródigo falam, não da habilidade adquirida aos dois personagens, mas da habilidade de Deus de resgatar duas pessoas que passaram por processos dolorosos em suas vidas.
José porém vê o que diz o versículo 2 do capítulo 39 que realmente em tudo o que passou o Senhor estava com ele.
José vê as mãos de Deus e depois de muitos anos entende, quando chega ao privilegiado estado de governante da nação mais poderosa da época, que Deus o havia levado ali para salvar seu povo e sua família.

E o filho pródigo vê ao perder tudo o que tinha que sua fortuna não estava na sua herança, mas em seu pai amoroso e misericordioso, que fez questão de correr em direção ao seu filho que outrora estava perdido, provavelmente até dado como morto, mas foi achado.
Esse pai não apenas o aceita de volta como também o coloca novamente na condição de filho.
Ambos personagens passaram todo um processo para entender que a fortuna mais valiosa que recebemos de Deus é a salvação, que não vem por meio de méritos, mas de graça e favor divino.

Por isso respeite e valorize cada parte do processo que te levará a sua vitoria.
José representa a história do próprio Jesus, traído pelos seus, foi levado a cruz para receber o governo eterno e um nome que está acima de todo o nome para que eu e você, os “filhos pródigos” pudéssemos ter restituída nossa posição de filhos que perdemos por causa de nosso pecado. Temos um Deus poderoso que está sempre disposto a mudar nossa história, só precisamos confiar na maneira como Deus conduz tudo em nossas vidas.

José entende seu propósito e o declara em Genesis 45:5.
A segunda chave da mudança tiramos de José: para que Deus mude a nossa vida precisamos entender nosso propósito e executá-lo.
E acima de tudo entender o propósito de Deus e saber que cada coisa que passarmos será parte desse propósito divino que tem como resultado final nos abençoar.

É em um domingo qualquer, que Jesus o filho de Deus anuncia a derrota da morte e a nossa vitória. Sua morte nos trouxe vida. Sua derrota nos trouxe vitória, para que hoje você pudesse ter a certeza que sua vida não é nenhuma obra do acaso, e que os planos de Deus pra você são os melhores.

Feliz  Pascoa !!!

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