O vento invisivel- Mario Persona

Leitura: João 3:8-13

Se Jesus usou a água para simbolizar a ação da Palavra de Deus no novo nascimento, agora ele usa o vento como figura daquele que é nascido do Espírito Santo. Lembre-se de que ele está falando de um novo nascimento espiritual, gerado de cima para baixo, de Deus para o homem, e não de um renascimento da velha vida natural que trazemos em nós, nem tampouco do velho corpo de carne. “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”, por isso nem pense nisso como uma suposta reencarnação.

O novo nascimento é um ato soberano de Deus, não uma decisão do homem, e sem ele é impossível ao homem crer em Jesus. Em Efésios Paulo explica que o homem está espiritualmente morto em seus delitos e pecados. Coloque uma tonelada de pedras sobre um morto e nada acontecerá. Ele não sentirá o peso e tampouco será capaz de movê-lo ou terá qualquer desejo de fazer isso. Ele está morto.

Olhe para o ser humano como morto espiritualmente e você entenderá por que ele não sente a tonelada de pecados que pesa sobre si e nem tem qualquer desejo de se aproximar de Deus. Não há como fazer nem uma coisa, nem outra. É preciso uma intervenção divina que injete vida nesse homem morto para ele sentir o peso de seus pecados e clamar a Deus por libertação. Como isso acontece? Ninguém sabe, ninguém viu.

“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Isso é o mais longe que podemos chegar para entender o novo nascimento. Sua ação é tão invisível quanto o vento, mas podemos ver os resultados naquele que nasceu de novo. A mudança é real. Nicodemos, porém, continua achando que Jesus está falando de um acontecimento físico, que pode ser analisado pela lógica racional de uma mente natural. Não pode.

Ele continua sem entender, e ganha, por assim dizer, um puxão de orelha: “Tu és mestre em Israel e não entendes estas coisas?” A resposta mais simples é “Não”, porque Nicodemos ainda precisa nascer de novo. Ele até entende que o Messias deve vir e estabelecer seu Reino, mas não como isso acontece, ou como uma alma é transformada para poder participar desse Reino. Jesus deixa de lado o Reino e outras coisas terrenas e passa agora a falar de coisas celestiais. Mas quem tem autoridade para falar das coisas celestiais?

Somente alguém que tenha livre trânsito entre o céu e a terra — alguém que não fosse levado para o céu, mas tivesse o poder de subir de moto próprio sempre que desejasse; alguém pré existente, que não apenas nascesse aqui, mas descesse para nascer aqui; alguém que seja Deus onipresente, para estar no céu ao mesmo tempo que está diante de Nicodemos — tem autoridade para falar das coisas celestiais. Porque “ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu”. Nos próximos 3 minutos vamos aprender o significado da serpente de bronze, cuja história Nicodemos já conhece do Antigo Testamento.

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