Pequenos aprendizes II- Pr. Uagner Nantes

2ª aula

Tema: Vão, faça o mesmo
Propósito da aula de hoje: Entender o valor de seguir dentro do propósito estabelecido por Deus que é de sermos discipulados e ao mesmo tempo geradores de discípulos.
Texto chave: Mateus 28:18 a 20

Propósito
Ates de vermos a importância de sermos discipuladores, precisamos entender acima de qualquer coisa que isso faz parte de nosso propósito. Ou seja esta ligado ao nosso DNA espiritual.

Cada ser existente foi criado debaixo de uma lei, que chamamos de lei do propósito. Nada do que existe ou do que já existiu foi criado fora de propósito. A cadeira que sentamos, a roupa que vestimos ou até a nossa própria existência esta marcada por esse propósito.

Então podemos definir a palavra propósito como desígnio pré existente de algo ou alguém. Ou seja, cada coisa ou ser criado foi criado debaixo de um motivo especifico já determinado.

Como ser feliz?

Existem 5 perguntas que todo ser humano tem que responder para viver uma vida eficaz e feliz. Essas cinco perguntas também podem ser a fonte de nossos problemas quando não obtivermos nenhuma resposta a elas.

1) Quem sou eu ?
Essa pergunta esta diretamente ligada a nossa identidade. Não esta ligada com o que fazemos nem onde queremos chegar. É uma pergunta especifica sobre nossa identidade.

2) De onde venho?
Essa pergunta esta ligada a nossa fonte de criação.

3) Porque existo?
Essa é a pergunta ligada ao propósito. Ou seja para que fui formado.

4) O que eu posso fazer?
Essa pergunta esta ligada ao nosso potencial. Isso porque 90 % das pessoas vivem abaixo de sua real capacidade de fazer as coisas.

5) Para onde estou indo?
Essa ultima pergunta esta relacionada ao nosso destino.

Se não sabemos quem somos, de onde viemos,porque existimos, o que podemos fazer e para onde vamos então nossa vida é uma experiência, ou seja, uma vida completamente sem sentido.

Essa perguntas precisam ser respondidas para que possamos ter uma vida eficaz e feliz.

Se olharmos para a vida de Jesus que é o nosso mestre e grande exemplo a ser copiado, Jesus sabia quem era, de onde ele vinha, porque estava aqui, o que podia fazer e para onde estava indo.

Por isso sua vida foi tão bem vivida que somente 3 anos de ministério foram suficientes para que ele marcasse não apenas a sua geração, mas as passadas e as futuras.

O importante não o tempo que temos disponível para exercer um propósito, mas sim o que fazemos com esse tempo.

A bíblia que é nosso manual de instruções responde a todas essas perguntas.

1) Quem somos?
Resposta: ( I Pedro 2:8) Somos povo escolhido para exercer um propósito já estabelecido.

2) De onde viemos?
Resposta: (Colossenses 1:16) Fomos criados nele e para ele .

3) Porque existimos?
Resposta: (Colossenses 1:17 / I Pedro 2:8b) Ele é a causa de termos sido criados. Fomos chamados para anunciar as virtudes dele mesmo que nos chamou e nos transportou das trevas para sua luz.

4) O que podemos fazer?
Respostas: ( João 13:31 e 32) Quando tudo o que fizermos for para glorificá-lo, então cumpriremos o desígnio para qual ele nos criou. Por isso uma das coisas que podemos fazer para glorificá-lo é o que esta escrito em: Mateus 28:18 a 20.

5) Para onde vamos?
Resposta: (Apocalipse 21:1 a 5) Nosso principal destino é o próprio Deus.

Lembre-se que fomos criados por ele e para ele, assim que não há nada que Deus deseje tanto do que ter a cada um de nós ao seu lado desfrutando da gloria que é só Dele.

Fazer o mesmo
(Mateus 28: 18 a 20)

“Vão e Façam Discípulos de Todas as Nações”
O Rei estava subindo ao seu trono. Seu plano de governo foi bem definido. Seu direito a reinar foi inegavelmente estabelecido. Seus embaixadores já foram escolhidos. Agora, a hora de governar chegou. Mateus 28:18-20 apresenta claramente a mensagem fundamental do reino messiânico, dada quando o Soberano Salvador enviou representantes ao mundo. Vamos examinar este texto e suas implicações para os discípulos de Cristo nos dias de hoje.

O Fundamento Montanhoso: Toda a Autoridade (18)
A afirmação feita por Jesus aos apóstolos é absoluta. Toda a autoridade que seria dada ao descendente de Davi, o mesmo que estabeleceria seu reino eterno, está agora nas mãos de Jesus. Ele venceu o pecado e o diabo na cruz, e agora assume seu papel como Rei dos reis. A coroação deste Rei foi preordenada por Deus e comunicada pelo salmista 1.000 anos antes da vinda de Jesus: “Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião” (Salmo 2:6). A afirmação do Cristo de ter recebido autoridade absoluta se encaixa perfeitamente na imagem de Daniel de uma pedra, cortada sem auxílio de mãos, que esmaga as autoridades menores e se transforma numa montanha que enche a terra (Daniel 2:35,44-45). Agora, afirma Jesus, “o monte da casa do Senhor” está sendo estabelecido acima dos montes e colinas de autoridade humana. Agora, a palavra do Senhor sairá de Jerusalém espiritual para todas as nações (Isaías 2:2-4; Gálatas 4:26; Hebreus 12:22-23).

Ninguém jamais pode realmente chegar a Jesus sem reconhecer a autoridade absoluta que pertence exclusivamente a ele. Ele é o Salvador, mas ele também é o Senhor. Ele manda embora os nossos pecados, mas ele também manda que nós o obedeçamos. Entramos numa relação especial e pessoal com aquele que nos chama de irmãos; mas entramos também numa relação de submissão àquele que nos governa como seus sujeitos e servos.

O reino dele não é uma democracia que faz leis sujeitas a aprovação popular; é uma monarquia com um Rei benevolente que exerce autoridade absoluta.

No mundo atual, com sua ênfase em liberdade, independência e satisfação egoísta, a mensagem da autoridade absoluta do Rei espiritual não agrada a muitos. Homens e mulheres gostariam de moldar uma nova imagem de Jesus, destacando as características que acham mais agradáveis. Falam sobre amor, bondade, generosidade, bênçãos e amizade do Salvador, mas negligenciam questões de autoridade, regras e obediência ao Senhor.

Ide, Portanto…(19)
O fato da autoridade de Cristo exige ação. Jesus não é apenas uma figura histórica interessante. Não aprendemos dele de uma maneira puramente acadêmica. Quando encontrarmos o Cristo, nossas vidas mudarão. Ou nós o rejeitaremos ou seremos impelidos a agir pelos mandamentos dele. A conjunção conclusiva “portanto” sugere tal motivação. Quando ele olhou para os onze galileus ao seu redor, Jesus lhes disse como este “portanto” determinaria o curso de suas vidas: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”. Esta incumbência apostólica, cumprida por um punhado de homens convictos de que o Messias estivesse com eles, mudaria o mundo. Jesus mandou que levassem a mensagem ao mundo inteiro, e pretendia que a sua ordem fosse plenamente obedecida. Ele não perdeu tempo ouvindo desculpas, e nada no texto sugere que eles oferecessem argumento algum. O Rei enviou os seus embaixadores, e já tinha dito que o evangelho seria pregado ao mundo inteiro naquela geração (Mateus 24:14.34). Uns 30 anos depois, o apóstolo Paulo disse que esta missão fora cumprida quando falou “do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Colossenses 1:23).

Fazei Discípulos (19-20)
A ordem de fazer discípulos é descrita por dois gerúndios que mostram o que é necessário para fazer discípulos de Cristo: batizando (19) e ensinando (20). Algumas pessoas têm interpretado mal este texto, sugerindo uma lista de três passos sucessivos (Fazer discípulos – batizar – ensinar). Certamente devemos continuar ensinando depois do batismo do novo discípulo, mas não é o ponto fundamental deste texto. Para se tornar discípulo de Cristo, a pessoa precisa ser batizada para remissão dos pecados e precisa ser ensinada “a guardar todas as coisas” que Jesus tem ordenado. Vamos pausar para considerar esses dois requisitos do processo de fazer discípulos.

Batizar em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Devemos destacar dois fatos aqui:
Jesus deu importância ao batismo. Muitas doutrinas hoje tratam o batismo como ato de pouca importância, até sugerindo que ele não tem lugar no plano de Deus para a nossa salvação. Tais idéias não vêm de Jesus. Aqui ele apresenta o batismo como necessário para ser discípulo dele, e sabemos que ninguém será salvo sem ser seguidor de Jesus (Atos 4:12). Em Marcos 16:16, Jesus disse que precisamos crer e ser batizados para sermos salvos. Ele mandou que os apóstolos pregassem a mesma mensagem, e eles foram obedientes ao Senhor. Pedro disse em Atos 2:38: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” Em Atos 10:48, ele “ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo”. O apóstolo Paulo tratou o batismo com urgência no seu trabalho (veja Atos 16:32-33; 18:8; 19:5). Outros pregadores do Novo Testamento proclamaram a mesma mensagem, afirmando a necessidade do batismo para a salvação do pecador. Filipe ensinou a necessidade da fé e do batismo (Atos 8:12-13; 36-38). Ananias perguntou a Saulo: “E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele” (Atos 22:16).

Devemos ser batizados em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. No batismo, entramos em comunhão com Deus. Aqui, como em várias outras passagens, Deus se apresenta como três pessoas eternas e perfeitamente unidas. Entramos em Cristo no batismo (Gálatas 3:27). Assim obedecendo à palavra dele, somos privilegiados, também, por entrar em comunhão com o Pai (João 14:23) e com o Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). A linguagem de Jesus descreve a grande bênção de ser primogênitos, membros da família de Deus (Hebreus 12:23). Algumas igrejas têm inventado novas doutrinas sobre o batismo, usando versículos como Mateus 28:19 ou Atos 10:48 para defender algum tipo de fórmula de batismo. Algumas dizem que, no momento do batismo, é necessário falar as palavras exatas de Mateus 28:19: “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Outras insistem que o batismo só tem validade se falar as palavras de Atos 10:48: “em nome de Jesus Cristo”. Mas estes trechos não se contradizem. Quando os apóstolos batizaram em nome de Jesus, eles obedeceram à palavra dele e agiram pela autorização que ele deu. O resultado foi exatamente o que ele prometeu: comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É ridículo sugerir algum tipo de conflito entre Mateus 28 e os batismos realizados pelos apóstolos.

Ensinar a guardar todas as coisas que Jesus ordenou.
Depois de ser convertido, o servo de Cristo continuará a vida toda crescendo na compreensão da vontade de Cristo, mas o ponto que Jesus frisa em Mateus 28:20 é um de compromisso. No momento de sua conversão, ninguém entende tudo. De fato, cada cristão deve se esforçar para crescer no conhecimento da palavra durante toda a sua vida (2 Pedro 3:18). Algumas igrejas até exigem cursos de meses ou anos de duração antes de uma pessoa se batizar, certamente tentando diminuir a possibilidade dela desistir depois. Qualquer pessoa deve estudar o bastante para entender quem é Jesus e como obedecer a vontade dele. Mas encontramos casos nas Escrituras nos quais as pessoas ouviram o evangelho e tomaram suas decisões até no mesmo dia (Atos 2:37-41; 8:35-38; 16:32-33). Devemos ter cuidado para ensinar tudo que é necessário, mas nossa cautela não deve chegar ao extremo de dificultar ou impedir a salvação de ninguém.

O ponto de ensinar as pessoas “a guardar todas as coisas” que Jesus ordena é mostrar-lhes como se deve assumir um compromisso solene com o Senhor. Uma ilustração ajuda. Quando a minha mulher se casou comigo, ela prometeu me “amar, honrar e obedecer”. Será que ela, naquele dia, já sabia tudo que eu pediria durante toda a nossa vida juntos? Claro que não! Ela não sabia o conteúdo de todos os pedidos do marido, mas assumiu um compromisso de submissão à pessoa. Quando olhamos para Cristo, o cabeça da igreja, devemos prontamente assumir um compromisso de obediência absoluta a ele. A pessoa que recusa fazer isso não está pronta para seguir a Jesus.

O Processo Continua
As palavras de Jesus em Mateus 28:18-20 foram dirigidas aos apóstolos, e não diretamente a nós. Mas o mesmo fato que exigia ação deles exige a mesma de nós. Em primeiro lugar, temos que nos tornar discípulos, voltando para Cristo, aceitando o perdão que ele oferece por meio do batismo e prometendo nossa plena obediência a ele. Então, devemos comunicar as boas novas de Jesus aos outros. Nossa incumbência de evangelizar vem de passagens como:

2 Timóteo 2:2, onde o evangelho é transmitido de uma geração para outra, e de Hebreus 5:12, onde o autor introduz um sentido de “dever” na vida de cada discípulo. Da mesma maneira que o trabalho de Paulo preenchia o que resta das aflições de Cristo (Colossenses 1:24), temos um papel essencial na evangelização de almas carentes da nossa geração. Como os cristãos de hoje, somos a Jerusalém donde a palavra precisa sair.

Como ou Por Quê?
É fácil se preocupar com questões de como evangelizar, mas isso não é o ponto que Jesus enfatizou. Ele começou com o porquê, e nós devemos começar no mesmo lugar. Se verdadeiramente compreendermos e apreciarmos o porquê do nosso trabalho, teremos a motivação necessária para ensinar bem aos outros. O evangelho não é uma caderneta com regras e mandamentos que temos que seguir, mas é a graça de Deus sendo revelada através de Jesus nos ensinando que podemos repetir o que Ele já fez. Assim que o evangelho é a mensagem de Deus que podemos usá-lo como referencia para copiar exatamente o que ele fez. E isso é possível. Tudo começa com a pessoa e a posição do Cristo. Devemos evangelizar porque outros já fizeram conosco.

(fonte de apoio: http://www.estudosdabiblia.net/d107.htm)

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