Um encontro com a gloria – Pr. Uagner Nantes

 

2 Coríntios 3:18

Observe que o texto esta dizendo sobre as duas alianças e o poder transformador dessa aliança da graça.

O apostolo não estava desmerecendo a antiga aliança o que ele tratava de ressaltar eram duas coisas. Primeiro que na antiga aliança todo mundo acreditava que poderia cumprir todas as leis de Deus, o que não foi verdade. Quanto na nova aliança, estava sendo gerada uma nova consciência de que o único capaz de cumprir as leis nos tirando a sentença que carrega aquele que não cumpria a lei foi Cristo.

Então por conta disso Paulo tenta mostrar em sua 2ª carta aos Coríntios que se já era bom viver na antiga aliança quanto mais seria bom viver sobre o governo de uma aliança que nos liberte da condenação.

Era justamente por isso que havia o véu. O véu era uma forma de Deus dizer ao seu povo que estávamos separados pela condenação por conta de que jamais seriamos capazes de cumprir suas leis e de sermos dignos de alcançá-lo.

Então porque Deus deu leis que ele sabia que não iríamos cumprir?

Na tentativa de fazer o homem pecador voltar o seu coração pra ele e render-se a total incapacidade de viver uma vida justa por si.

Moisés colocou véu sobre o seu rosto porque o brilho que ele ostentava começou a desaparecer, e isto aconteceu porque ele não estava mais exposto à glória do Senhor, logo, a luz correspondente começou a desaparecer.

Paulo diz que conosco é diferente, estamos sempre expostos à glória, ou só não estará exposto quem não o quiser, ou cada um de nós é chamado a essa contemplação que nos levará a um “resplandecimento” constante.

A exposição à glória do Senhor não é passiva, uma vez que é uma contemplação tipo mirar-se no espelho.

A gente se mira no espelho para se ver e se acertar, então, a gente contempla a glória do Senhor para se conhecer à luz dessa glória, “na tua luz vemos a luz” (Sl 36.9), e, também, para se acertar, isto é, para se deixar corrigir a partir dessa glória.

Era isso que estava acontecendo no dia de pentecostes. O selo de Deus estava sendo depositado naqueles que se renderam pro conta de sua incapacidade. O Messias havia estado na Terra e consumado sua obra. O tempo de colheita chegara. Nascia a Igreja. Cerca de 1.500 anos antes o povo que saiu do Egito recebeu a Lei, escrita pelo próprio Deus em pedra, talvez uma alusão por conta do coração de pedra das pessoas. Agora, algo semelhante acontecia.

Ao invés de tábuas de pedra, tábuas de carne. Ao invés do dedo de Deus escrevendo, o Espírito de Deus era derramado escrevendo as leis vivas do Deus vivo dentro dos corações.

Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. 1 Pedro 2:5

O papel primordial do derramar de Deus na vida de uma pessoa é de transformá-la a sua gloria, ou seja, um espelho que reflita a sua imagem para os outros.

Por isso que Malaquias 3:3 diz sobre o trabalho de Deus de purificar-nos como o ouro para que assim como o ouro reflitamos a imagem do ourives.

O Espírito Santo faz isso, transformando-nos à semelhança dessa glória. Logo, a glória do Senhor é uma pessoa, porque, uma vez que somos pessoas, só podemos ser transformados à imagem doutra pessoa.

Estamos falando da glória do Senhor e não o Senhor da glória, pois o Senhor da glória ninguém vê (Ex 33.19,20). A glória do Senhor é a sua bondade e há um lugar onde a bondade do Senhor se manifestou plenamente que foi em Cristo Jesus (João 1.14).

Jesus de Nazaré é a glória do Senhor entre nós. De fato, Jesus de Nazaré, o Cristo, é o próprio Senhor da glória (Mateus 1.23) que se fez glória do Senhor por amor. É a manifestação, em carne e osso de toda a sua bondade entre nós (Ex33.19).

E onde a gente contempla essa glória? Bem, primeiramente, nas Escrituras, isso se a gente lê a Bíblia para ver e entender Jesus Cristo; em segundo lugar, nos irmãos – devemos aprender a surpreender Cristo na vida de nossos irmãos, em suas palavras e ações, o que significa o exercício de prestar atenção nas coisas positivas que fazem os nossos irmãos; em terceiro lugar, não aceitando ser menos do que a Graça Ed Deus pode nos fazer ser, ou seja, não aceitando ser menos gente do que Jesus. Assim a gente invoca a glória do Senhor para diante de nós o tempo todo. Então fazendo uma paráfrase do verso 18: “E todos nós, de rosto desvendado, contemplando a Jesus de Nazaré, na sua maneira de ser e de viver, como quem se olha ao espelho para se arrumar, somos transformados de glória em glória, em gente cada vez mais parecida com Ele; o Senhor, o Espírito, é quem opera essa transformação.” Isso é adoração. Adoração é contemplação ativa, porque é acompanhada de desejo, pois o olhar-se no espelho para se arrumar, ou melhor, para se deixar ser arrumado, traz consigo o desejo de acerto e de correção. Esse desejo é o de se assemelhar a Jesus. À medida que essa imitação e transformação acontecem, a conseqüente resplandecência da gloria de Deus é notada por todos.

 

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