Ser Cristão

ser cristão

Você já se pegou frente a algo que Deus te mandou fazer e disse: “Mas Senhor, é realmente necessário? Preciso mesmo? O Senhor não tem pena de mim?”

Posso falar por mim, por inúmeras vezes olho para as situações e dou desculpas, me coloco no lugar de vítima como criança que sabe que tem que fazer algo mas que prefere não fazê-lo apenas para satisfazer seu próprio ego. Acaba sendo uma disputa de poder com Deus para mostrar quem pode mais, Ele sendo onisciente e eu sendo a criança mimada implorando para fazer do meu jeito.

Por vezes falamos que queremos ser mais parecidos com Jesus, que queremos sentir e demonstrar o Seu amor mas quantas vezes estamos realmente dispostos a faze-lo tal qual Ele fez sem espernear e tentar negociar o que Deus quer que façamos?

Não vou nem detalhar a parte que Ele deixou de ser Deus para ser humano e os 30 anos que viveu assim, vamos falar apenas (como se fosse pouca coisa!) da crucificação.

Jesus sentiu-se profundamente triste (Marcos 14:34) e abandonado por aqueles que andavam com Ele (vers. 37, 40 e 41), naquele momento parecia que sua tristeza e dor não tinha importância para seus amigos.

Jesus foi traído por alguém que andava com Ele todos os dias (Marcos 14:44 a 46).

Jesus foi completamente abandonado pelos seus amigos (vers. 50). Mentiram sobre quem Ele era e o que fazia (vers. 56 a 59), foi intimado a se defender das mentiras e nada fez (vers. 60 e 61) e quando finalmente falou algo para responder apenas com a verdade, gerou a maior indignação para aqueles que não levavam em consideração a sua sinceridade e quem Ele realmente era. E por ser quem era, encontraram uma forma de crucifica-lo (vers. 62 a 64).

Por ser quem era, tal qual o Pai o fez, Ele começou a ser cuspido e esbofeteado (vers. 65).

Jesus foi novamente abandonado por um amigo quando este também o negou (Marcos 14: 66 a 72). Foi julgado e condenado injustamente para que a graça nos alcançasse (Marcos 15:1 a 15). Foi espancado (vers. 16 a 20). Sofreu antes de morrer (Marcos 15:21 a 32), foi abandonado pela família (ver. 34) e morreu por nós (ver. 37).

Quantas vezes pedimos para ser como Ele? Quantas vezes batemos no peito para dizer que somos cristãos, que seguimos os seus ensinamentos? E quantas vezes damos desculpas para não fazer o mais simples que é amar o próximo?

Jesus veio ao mundo para nos salvar, mas para além disso nos mostrar que é possível estar profundamente triste e não desistir, se sentir abandonado pelos seus amigos e ainda assim dar uma segunda chance. Ser traído e mesmo assim morrer também por aquele que O traiu.

Jesus nos mostrou que é possível sofrer acusações sobre quem você não é, mentirem sobre o que você fez e ainda assim não precisar sair por ai querendo fazer justiça e justificando-se. Nos ensinou a falar a verdade ainda que isso nos coloque em problemas enormes, mesmo injustamente.

Jesus nos ensinou também que somos únicos, feitos por Deus tal qual somos e que muitas vezes não vão entender a essência do que Ele nos deu.

Jesus apanhou na carne, com murros e pauladas, nós muitas vezes somos açoitados por atitudes e palavras. Não nos ferem o corpo, nos ferem a alma. Mesmos em dor Jesus prosseguiu.

Jesus nos ensinou que não devemos desistir nem mesmo quando a família nos abandona, que ter o Seu coração nos faz ir até o fim do Seu propósito para nós.

Muitas vezes me pego reclamando por ter que pisar no meu ego para  ser como Ele, mas Ele pisou em tudo o que Ele era para nos amar e nos conceder uma graça inexplicavelmente abundante.

Você é fruto da graça, fruto do Seu perdão, do Seu amor imensurável. Você é capaz de receber tudo isso mas se nega a dar, vez após vez, quando aponta o erro do próximo e impede que Ele veja a graça e o amor de Deus através de você por não querer perdoá-lo.

Você e eu fazemos isso, dia após dia. Queremos ser perdoados, mas não queremos perdoar, queremos ser compreendidos, mas não queremos compreender.

Escolhemos negar a cruz cada vez que não seguimos o que Ele nos ensinou. Escolhemos deixar de ser cristãos a cada ensinamento a que damos as costas.

Nos últimos tempos Deus me fez uma pergunta: “Você diz que me segue, que me ama, diz que quer ser como Eu, mas quanto de mim você permite ter e ser?”

Hoje eu gostaria de fazê-la à você: “Você diz que segue à Deus, que O ama, diz que quer ser como Ele, mas quanto dEle você permite ter e ser?”.

Que possamos ser mais como Jesus. Que possamos matar o nosso ego a cada dia para que Ele seja nossa única fonte de amor, o amor puro que perdoa, que da uma segunda chance e que vive para que o reino dEle amplie.

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