graça

Gerados na graça

mensagem---Gerados-na-graça

por Pr. Uagner Nantes

“Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso “Deus é fogo consumidor!” [Hebreus 12:28,29]

Uma coisa que precisamos saber para entender o que o escritor misterioso de Hebreus estava querendo dizer é que, ao que parece, os cristãos daquele tempo eram cristãos que estavam pensando em deixar seu relacionamento com Cristo para voltar a viver sob a Lei de Moisés. O mesmo sentimento dos hebreus no deserto que estavam sempre com saudades do Egito. Então o escritor de Hebreus estava determinado a mostrar aos seus leitores que escolha tola seria essa.

O livro de Hebreus foi escrito claramente para ouvintes conhecedores das Escrituras do Velho Testamento e, especialmente dos rituais de sacrifícios da Velha Lei. É evidente que os leitores pretendidos eram judeus cristãos (por exemplo, 3:1; 4:14-16). Eles tinham sofrido alguma perseguição, como resultado de sua fé e alguns, provavelmente desanimados por suas tribulações ou em dúvida sobre seu compromisso com Cristo, estavam pensando em voltar para o judaísmo. Outros já tinham deixado de reunir-se com seus irmãos (10:19-39).

E o que propõe o escritor desse livro é que não somente Jesus é um Legislador e Sumo Sacerdote superior, mas sua aliança é superior à Aliança Mosaica (capítulos 8-10). De fato, “melhor” é a palavra chave do livro (1:4; 7:22; 8:6, etc)!

É por conta do sofrimento que muita gente não resiste e acha que vai sofrer menos sem Cristo. E essa talvez tenha sido a desculpa de tanta gente que abandonou o cristianismo. A pergunta é sempre a mesma: “Se Deus existe, por que que há tanto sofrimento, e por que Ele nos deixa sofrer?”. Na verdade a gente sofreria ainda mais se Ele não tivesse feito o que fez na cruz.

O que precisamos entender é que sofrimento é a realidade assumida após a queda, e que Cristo não nos propôs uma vida com Ele sem sofrimentos nessa Terra, mas uma vida em que pudéssemos resistir a quaisquer tipos de sofrimentos, tendo garantida a tão sonhada vida sem sofrimento ao lado dEle na glória, onde de fato Ele reina plenamente e não há espaço para o sofrimento (João 16:33).

Então, ser vencedor ou mais que vencedor em Cristo Jesus não é deixar de sofrer, mas nunca ser derrotado por nenhuma espécie de sofrimento.

E essa é a proposta do escritor de Hebreus, ressaltar a diferença entre o que a Lei oferecia e o que o cristão possui em Cristo. Em vez do terrível Sinai para alguns, a graça para todos. Os filhos de Deus gerados na graça são conduzidos a uma classe mais elevada de bênçãos. São convidados a escalar a montanha da graça, a entrar pela fé na “cidade do Deus vivo”.

Precisamos entender que o Céu não é o nosso destino, mas sim a nossa origem.

Então qual é o papel da graça do “Deus fogo consumidor”? Aperfeiçoar-nos para o grande encontro com o Pai (Hebreus 12: 14).

Deus sendo O fogo consumidor fala do foco em Sua santidade, ou seja, é uma expressão de Sua natureza pura. Fala da advertência ao Seu julgamento? Sim, mas acima de tudo fala da combustão que há no encontro da essência pura de Deus com as impurezas de nossas imperfeições e pecados.

Em Efésios 1:4, a Bíblia diz que Deus nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor.

Quando Deus criou as plantas, Ele não disse “árvore, nasça!”, Ele disse “terra, produza árvores”, por isso, quando você tira uma árvore da terra ela morre, porque ela é desligada da fonte de vida. Quando Deus criou os peixes, Ele não disse “peixe, nasça!” Ele disse “água, rios, mares produzam os seus peixes”, quando você pesca e tira o peixe da água, ele morre porque foi desligado da sua fonte. Mas eu e você Deus não terceirizou, Deus não mandou ninguém fazer, Ele disse “façamos nós o homem à nossa imagem e à nossa semelhança”, então agora nesse ambiente de graça estamos religados Nele e por isso eu posso entender que agora o Céu não é mais meu destino, o Céu é a minha origem.

Sabe por que nada nesta terra nos satisfaz? Porque simplesmente não pertencemos a ela. Você tem uma origem e um dia você vai ter que acertar as contas com essa origem que te criou a partir dEle, depois entrou em sua vida e nunca mais se separou de você.

É por isso que Jesus disse em Mateus 7:18-20 – Árvore que não dá fruto é jogada no fogo. Ou seja, temos uma ampla responsabilidade com a fonte de nossa origem.

“Ninguém entrará no reino dos céus sem ser santificado na terra.” [Hebreus 12:14]

Nossas imperfeições, falhas e pecados contrastam com a Sua perfeição. Mesmo assim ao invés de nos destruir com seu fogo santo, Ele nos renova e purifica. Então podemos, não apenas nos aproximar dEle por causa de Jesus, mas nos aproximar dEle ao viver por Jesus no nosso mundo Hb 13.

É por meio da graça que podemos nos relacionar com Deus, e que mesmo sendo o fogo consumidor, Ele não nos destrói. Ele consome apenas o que há de mal dentro de nós.

O fogo de Deus tem o papel primordial de nos aperfeiçoar. Por isso temos a impressão de sofrermos tanto ao andarmos na vontade de Deus, na verdade sofreríamos ainda mais longe dEle. Sem Deus, apenas acreditamos ter a falsa opção de fugir do sofrimento quando ele está insuportável, mas com Deus, como diz em Salmos 23:4, Ele me leva a andar no vale da sombra da morte para enfrentar, e ao enfrentar, relativizar o mal, pois Ele mesmo vai comigo.  

Então comece hoje uma vida de intimidade, entre no coração em chamas de Deus, mergulhe fundo. Vá ao coração dEle e descubra coisas que ainda não estão na vida das pessoas, deixe que a Bíblia crie vida em você.

Por que precisamos saber que Deus é fogo? Porque Ele quer nos incendiar por dentro e por fora. Se nós incendiarmos, não vamos mais correr atrás de incêndio. Ou seja, se tivermos nossas próprias experiências com Deus, não necessitaremos correr atrás dos sinais, porque nós seremos os sinais.

Para que serve uma sarça? Não serve para nada, não faz raiz profunda, não dá sombra e não dá frutos, mas ela queimou, e porque ela queimou, ela atraiu um homem que libertou uma nação inteira.

Deus só está pedindo pra você queimar, é só isso. Queime. Deixe Deus ser Deus através de você, deixe Deus manifestar os céus através de você.

E esse Deus, que se revela na figura do que for necessário, seja fogo consumidor, água da vida, pão da vida, pedra de esquina, entre tantas outras analogias e figuras, é o único capaz de mudar consciências e levar pessoas ao céu. 

Graça e Obediência

graça e obediencia

Tenho aprendido que a obediência te faz viver em graça, te faz ver que a graça te entende, de uma forma inexplicável exige que ela seja praticada e te instrui exatamente como fazê-lo.
Ser obediente é seguir em frente porque Ele mandou mesmo indo contra o que se sente e o que se quer. A graça alimenta o nosso coração com uma gratidão tão profunda e um amor tão sincero que ser obediente torna-se natural.
A graça alimenta a obediência e a obediência nos faz compreender ainda mais a graça.
A graça nos é dada não somente para sermos perdoados, mas para também perdoar o outro, para orar pelo outro e para olhar o outro com os olhos de Deus.
A obediência é respaldada pela graça porque o nosso ser nunca vai querer obedecer por ser egoísta e possessivo. A graça nos mostra que é possível dividir, crescer, perdoar, seguir em frente.
A graça nos faz respirar fundo e olhar para dentro de nós mesmos, nos faz nos enxergarmos como filhos de Deus, mas também nos faz olhar para os lados e ver que os outros também são filhos, também são amados e são tão dependentes da graça quanto nós.
A graça nos torna obedientes mesmo quando não queremos ser, é ela que quebranta nosso coração e nos dá consolo.
A graça gera intimidade com Deus. Quando compreendemos o quanto fomos perdoados, o quanto nossos pecados castigaram o Mestre e o quanto Ele suportou para que a graça nos alcançasse nos sentimos amados como nunca fomos.
Quando Jesus foi jantar na casa de Simão (Lucas 7:36 a 50 NTLH), uma mulher de “má fama” se aproximou de Jesus e o adorou com o melhor que ela tinha, derramou alabastros nos pés de Jesus, mas mais que isso ela derramou a sua essência em cada lágrima que derramou. Ela deu tudo de si! Naquele momento ela não se importou com onde estava, quem estava lá ou o quanto o fato dela ter “má fama” iria interferir no que as pessoas pensariam dela. Ela compreendeu a graça, compreendeu que foi perdoada, compreendeu que foi muito amada. A compreensão da graça e do amor de Deus gerou nela um ato público de intimidade com o Mestre, mas esse ato só foi publico porque o intimo dela já tinha comunhão com Deus.
A graça gera amor!
A compreensão da graça nos faz ser obedientes em amor, nos faz querer aprender mais de Deus e seguir os seus ensinamentos. Quando Deus nos ensina nos dá uma nova visão sobre as coisas e situações e passamos a compreender melhor que “… que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. Ele fez isso para que o Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos.”
A graça molda nosso caráter para sermos parecidos com Jesus, Ele foi o maior exemplo de obediência em amor que já se ouviu falar.

É verdade, Deus?

Então é verdade, Deus? Você me quer apesar da minha lepra? Mesmo com toda essa impureza que distorce quem sou? Mesmo que eu tenha algo em mim que me impede de me enxergar e que afasta as pessoas ao meu redor? É verdade que Você QUER me curar?
Simplesmente porque quer, simplesmente por me amar?
É verdadeiro isso de me tocar antes de eu ser alguém digno de toque? De me querer antes de me tornar aceitável? Você me aceita sujo e ferido assim?
É verdade que meu eu ainda existe? Não esse eu que eu vejo, não esse que me tornei. Aquele “eu” que Você sonhou e no qual quer me transformar, ele existe, não é?
Eu posso voltar a ser alguém contagiado pelo Reino? Alguém que contagia as pessoas? A viver uma vida que por si só é testemunho?
É verdade que Você me quer, eu sei que é…
…Você me disse hoje.

(Baseado na pregação do Pr. Uagner Nantes de Souza – Mt. 8:1-4 – 13/03/2014)

Peça Mais

“Ensina-me o Teu caminho, Senhor, para que eu ande na Tua verdade.” Salmo 86:11

Quando for difícil ser gentil, nos lembraremos da bondade de Deus para conosco e pediremos a Ele que nos faça mais carinhosos. Quando a paciência for pouca, vamos agradecer a Ele pela Sua e pedir a Ele que nos faça mais pacientes. Quando for difícil perdoar, não vamos listar todas as vezes em que nos fizeram sofrer. Em vez disso, vamos listar todas as outras que recebemos graça, e orar para que possamos perdoar.

[Max Lucado]

A Regra do Reino

“E não nos cansemos de fazer o bem”. Gálatas 6:9

Quando somos maltratados, nossa resposta animal é partir para a caça. Instintivamente, dobramos nosso punhos. Partir para a desforra é natural. O que, por acaso, é exatamente o problema. A vingança é natural, não espritual. Partir para a desforra é a lei da selva. Distribuir graça é a lei do reino…

Perdoar alguém é admitir nossos limites. Só recebemos uma peça do quebra-cabeça da vida. Somente Deus tem a tampa da caixa.

[Max Lucado]

A Salvação de Deus

 

“Não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” I João 4:10

Por favor, perceba: a Salvação é um presente de Deus, dirigida, empoderada e originada por Ele. O presente não vai do homem para Deus. Mas de Deus para o homem…
A graça é criada por Deus e dada ao homem.

[Devocinal de autoria do Pr. Max Lucado, extraído do livro “365 Bençãos”]

Devocional: Pedir por mais

“Ensina-me o teu caminho, Senhor, para que eu ande na tua verdade.” – Salmos 86:11

Quando for difícil ser gentil, nos lembraremos da bondade de Deus para conosco e pediremos a Ele que nos faça mais carinhosos. Quando a paciência for pouca, vamos agradecer a Ele pela Sua e pedir a Ele que nos faça mais pacientes. Quando for difícil perdoar, não vamos listar todas as vezes em que nos fizeram sofrer. Em vez disso, vamos listar todas as vezes que recebemos graça, e orar para que possamos perdoar.

(Devocional de autoria do Max Lucado, extraído do livro “365 Bençãos”, pág. 236)