O cordeiro que tira o pecado- Mario Persona

Leitura: João 1:19-36

É só João, o batista, começar a dizer às pessoas para se arrependerem que o Messias tinha chegado, e uma comissão formada por sacerdotes e levitas sai de Jerusalém para saber quem é João. Quando existe um clero, este fica incomodado se descobre que Deus está agindo sem a sua autorização. João diz não ser o Messias, nem Elias ressuscitado ou reencarnado, e nem o profeta previsto por Moisés.

João não queria atrair as atenções para si. Naquele tempo o escravo tinham a incumbência de desamarrar as sandálias de seu senhor quando este chegava, e João diz não ser digno nem mesmo de desamarrar as sandálias de Jesus. Ele se considera menos que um escravo. É com Jesus que as pessoas devem se ocupar.

João é a voz que clama no deserto. Sua missão é exortar o povo a se preparar para receber o Messias. Os que se arrependem são batizados por ele como uma prova exterior de um arrependimento interior. Aqui não se trata do batismo cristão.

Hoje cada um que crê em Jesus também é uma voz. A voz é o meio que transporta a Palavra. Ao contrário de João, que pregava o arrependimento e anunciava que o Messias viria, o cristão prega a graça de Deus e anuncia que o Salvador já veio. João mandava as pessoas se arrependerem e se limparem para receber o Messias. Hoje o evangelho convida você a crer em Jesus e se deixar limpar por ele. João pregava uma condição. O evangelho da graça prega uma solução. Antes a mensagem era “Se você já estiver preparado, venha a Jesus” e agora é “Se você for pecador, venha a Jesus”.

No dia seguinte João anuncia: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Para surpresa dos judeus, que aguardavam um Messias e Rei poderoso e conquistador, João acabava de revelar que Jesus devia morrer como um sacrifício. Os cordeiros sacrificados em Israel não eram uma solução para o pecado, apenas prefiguravam o verdadeiro Cordeiro. Entenda que “pecado” é a raiz, o princípio ativo, e “pecados” são os frutos, as consequências.

Ao morrer na cruz Jesus levou sobre si os pecados – no plural – daqueles que creram nele em todas as épocas, antes e depois de sua vinda. Os de antes creram que Deus providenciaria um cordeiro; os de hoje, que Deus já providenciou. Na cruz Jesus também tirou o pecado – no singular – do mundo, ou seja, restaurou os fundamentos da própria criação. Sua morte foi, primeiro, para resolver a questão do pecado no que diz respeito a Deus e, segundo, para resolver o problema do homem. Mesmo que ninguém fosse salvo, ainda assim a obra de Cristo teria tirado o pecado do mundo. Ela é a base eterna para os novos céus e a nova terra ainda futuros. Jesus já tirou o pecado do mundo e limpou os pecados dos pecadores que creem nele como Salvador, e apenas destes. Será você um deles?

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